Fire Emblem - Awakening

Fire Emblem é um franchise que já conta com mais de duas décadas de existência. O primeiro jogo da série foi lançado para NES em 1990, no Japão. Mas devido ao facto da Nintendo, só ter apostado lançar na Europa um jogo referente à série em 2004, para o Game Boy Advance, este é talvez o franchise menos conhecido e jogado da companhia, aqui no velho continente.
Estranhamente a série manteve-se no país de origem durante mais de uma década, e foi só com a inclusão de duas personagens, associadas à série, no jogo Super Smash Bros. Melee, para GameCube, que a Nintendo decidiu arriscar e lançar Fire Emblem no ocidente.
Fire Emblem é um Role-playing game tático, ao estilo de Shining Force III ou Final Fantasy Tactics, mas com uma particularidade muito peculiar, que assenta na característica de que, quando um personagem da nossa equipa morre, durante uma batalha, já não é possível ressuscitá-lo, podendo a história do jogo ficar afetada por esse facto. Sem dúvida que o conceito é extremamente interessante e original.

Estamos então, perante o lançamento do 13º título da série, para a Nintendo 3DS, e vamos tentar perceber se Fire Emblem Awakening pode ser o jogo definitivo, que despertará  um sentimento de paixão para a série, em nós europeus, como acontece com os jogadores nipónicos. 


História:

Falar da história, é apenas dar a conhecer um pouco do enredo principal, uma vez que esta não sendo a mais original, para quem já jogou um jogo deste género, é suficientemente cativante ao longo dos 25 capítulos existentes. Como tal, descrevê-la na totalidade, seria estragar algumas das surpresas existentes.
O jogo é desenrolado no universo de Marth, umas das personagens queridas da série, somente numa época distinta. Esse mundo foi governado em tempos distintos por dois dragões: Grima, um dragão desumano que ambicionava destruir a humanidade e Naga, dragão fêmea divino, com compaixão pela mesma. Isto leva-nos ao presente, onde os soldados “The Risen”, oriundos do reino de Plegia, e que encarnam o lado do mal fazem sucessivas incursões de o espalhar pelo reino vizinho Ylisse. Situação similar a esta, levou a uma guerra anos antes, que culminou com a morte do pai do príncipe do atual do reino de Ylisse, Chrom. Chrom, decide ir ao encalço desta nova ameaça, conjuntamente com o seu exército pessoal os “Sheperds”, para conter o evento que pode levar à própria destruição do mundo. Este é o ponto de partida, que começa com um capítulo introdutório, em que Chrom luta com Validar, seu antagonista, que ambiciona para além do domínio de Ylisse a joia preciosa do reino, Fire Emblem, que rezam as lendas, contem um misterioso poder. Durante o confronto, Validar parece levar a melhor sobre Chrom, e quando se prepara para desferir um ataque mortal sobre o príncipe, surge um(a) desconhecido(a) que “salva” Chrom, que junta-se a este. Este personagem somos nós, e é uma espécie de homenagem ao guerreiro tático anónimo, que leva ao cabo estas batalhas épicas, para além do mundo virtual. Este é apenas o começo de uma longa história, que não sendo a mais brilhante, tem pormenores muito bem conseguidos que irão prender o jogador à consola. 


Saliento que o inglês utilizado pode não ser o mais amigável, para quem só domine o básico. Uma vez que são utilizadas por vezes palavras ou expressões, mais fora do comum da língua inglesa. 

Gráficos: 

Fire Emblem Awakening é um jogo bonito a nível gráfico. Pode não ser o mais deslumbrante no sistema, mas tem pormenores gráficos extremamente bem conseguidos. O jogo apresenta uma mistura gráfica entre o 3D e o 2D, com excelentes animações desenhadas em sequências animadas de elevada produção. Só é pena que as mesmas não apareçam com mais frequência, porque são sem dúvida das melhores que já vi no sistema, só é pena que o efeito 3D nas mesmas seja diminuto, mesmo assim o design gráfico dos personagens é majestoso, com belíssimos detalhes animados. Onde o jogo parece falhar, à primeira vista neste segmento é durante o campo de batalha, já que parece não ter havido grandes melhoramentos face aos anteriores da DS. Mas vendo o jogo à lupa e com o efeito 3D ligado, é possível ver com detalhe o desnível do terreno de forma mais acentuada, pequenas animações de água e vento muito bem conseguidas, entre outros pormenores. As  batalhas em si são apresentadas em 3D, mas poderiam ter um melhor tratamento a nível da utilização de um número superior de polígonos, especialmente se compararmos com o Monster Hunter 3 Ultimate, para 3DS.

Uma decisão estranha por parte da equipa de design gráfico, é o porquê dos personagens não terem pés, ou os mesmos serem tão diminutos, parecendo pés de porco. É um fator que
Firem Emblem é um jogo bonito neste segmento, somente peca por a Intelligent System não ter apostado mais na produção no âmbito do 3D, quer no efeito do 3D passivo no jogo, bem como da estrutura do motor gráfico. 


Som:

Musicalmente está excelente, acompanhado de belíssimas melodias orquestradas que assentam na perfeição no jogo, assim como as vozes dos personagens, que são de uma elevada qualidade, somente é pena que as mesmas não tenham sido incluídas nos diálogos das personagens durante o jogo em si, mas apenas nas animações. Quando estes dialogam entre si, apenas se expressam sonoramente por murmúrios vocais, ou com pequenas expressões de parcas palavras, dentro do contexto do texto escrito da conversa. Esta particularidade torna-se um pouco irritante, especialmente em diálogos mais extensos. Felizmente dá para desativar os diálogos, caso não gostemos desta opção. Este é sem dúvida o ponto mais fraco neste segmento, mas é somente um pormenor que não estraga a magia da produção sonora. 



19 Abril 2013 | Archeogamer
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